1986–1987·São Paulo
A minha tia e o rádio clandestino
Quando éramos adolescentes, a minha tia Beatriz montou um rádio pirata no banheiro grande da casa de São Paulo. A antena saía pela janela do quintal. Transmitia duas horas por dia — música, notícias inventadas, receitas falsas — sob o nome «Rádio Pamonha».
Chegou a ter ouvintes. Vizinhos. A senhora do 4º andar deixou um bilhete um dia: «Ótimo programa. Mas, por favor, menos punk.»
Durou sete meses. Foi descoberta quando faltou água no prédio inteiro e um técnico subiu para investigar.
PERSONAS EN ESTA HISTORIA
Comentarios (1)
O bilhete eu guardei. Está numa caixa no porão. Procuro esta semana.