FamiliónDEMONSTRAÇÃO · Família Silva · Oliveira
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1921·Porto → São Paulo

A vez que o bisavô atravessou o Atlântico com um papagaio escondido no casaco

Era 1921 e o bisavô João partia do Porto para São Paulo com tudo o que cabia numa mala. Mas havia um detalhe: o Capitão, o papagaio da família, passara vinte anos na cozinha repetindo palavrões em quatro línguas.

Não podia deixá-lo. Então fez o que qualquer bisavô razoável faria: enfiou-o no bolso interno do casaco, deu-lhe meia bolacha embebida em aguardente para o adormecer, e rezou.

O Capitão dormiu até o navio começar a atracar em Santos, exatamente o momento em que decidiu recitar todo o seu repertório de palavrões, bem quando passava o fiscal da alfândega. O bisavô disse: «É o sistema de aviso do navio, senhor.» O fiscal não achou graça.

O Capitão viveu mais catorze anos em São Paulo. Aprendeu a dizer «bom dia», mas nunca largou os palavrões portugueses.

PERSONAS EN ESTA HISTORIA

Comentarios (3)

Paulo Costa Nakamura · 31 jul

O Capitão! Lembro-me dele gritando com a minha mãe quando tínhamos oito anos.

Tomás Silva Carvalho · 31 jul

Sempre achei que essa história fosse inventada. Preciso de provas.

Mariana Costa Silva · 31 jul

@Tomás existe uma foto de 1932 com ele no ombro do bisavô. Subo hoje à tarde.